Saindo de Fiambalá sentido oceano pacífico ja é subida de cordilheira, os primeiros quilômetros são muitos bonitos, excelente
estrada, muitas curvas com uma paisagem deslumbrante na região de
Catamarca.
A medida que subia a cordilheira o calor ia embora e o
frio aumentava, com muito vento, a moto uma CB500 carburada, ia bem mas acima
dos 3000 m de altitude ela começou a reclamar do ar rarefeito, falhando,
engasgando e bebendo muito, a média que vinha na casa dos 17km/h despencou para
uns 9Km/h, levava 13 litros de nafta na bagagem chegando na aduana da Argentina
abasteci a moto com o bidon e comprei mais nafta, um recurso disponibilizado
na aduana já que entre Fiambalá e Copiapó são 480 km sem posto.
A chegada na placa do Paso San Francisco teve gosto de vitória
mas não dá pra comemorar ainda, o maior desafio vai começar. Iniciasse os 60 kms
de rípio, muita areia e pedra, não conseguia passar dos 60 km/h, ruim
mesmo, o pior rípio que já enfrentei, executei muitas salvadas de queda mais ainda sim
a moto foi ao chão em duas vezes.
Chegando da Aduana chilena o piso já é bem melhor, mas ainda
sim de rípio que requer cuidados.
A chegada em Copiapó foi ou entardecer com mais uma
dificuldade sol na cara no entardecer no pacífico.
A moto que veio na cordilheira
falhando bastante foi só chegar abaixo dos 3000 m que voltou ao normal com alto
desempenho e baixo consumo.
Enfrentei vento, frio, ar
rarefeito, arreião e muitas pedras na estrada....a viagem é longa mas após
muitos obstáculos superados, tive que comemorar, afinal enfrentar a cordilheira com uma moto carburada de mais de 10 anos, sem qualquer problema mecânico, foi algo surpreendente, méritos da CBzona, um "tanque de guerra" de forte.
Como nesse dia também não tinha muito que curtir o negócio
foi acordar bem cedo, pois tinha mais 1000 kms até Fiambalá.
Foi um dia bem cansativo em função das inúmeras retas e do
calor.
Praticamente cheguei a Fiambalá no inicio da noite, tempo
suficiente para chegar no camping e ter ótimas horas de sono, ainda bem, o dia
seguinte prometia ser o mais difícil, travessia da cordilheira pelo famoso Paso
San Francisco.
Aliais o Camping Complejo Termal Fiambalá, foi uma ótima opção de estada, muito
organizado, iluminado com pequenas piscinas naturais dentro do camping. Na verdade estou me adaptando ao camping, algo novo para min, claro não tem o conforto de bom hotel de luxo, mas em um viagem de moto o meu foco sempre será a estrada, as curvas, os passeios e se disprender das coisas materiais, do consumismo, daquilo que a sociedade sempre nos fez engolir como valor. Tenho visto o camping como uma ótima oportunidade para nos focarmos naquilo é realmente valor em uma viagem de moto. Viemos pra esse mundo sem nada e vamos voltar sem nada.
Tudo pronto hora de colocar em prática...o planejamento da
viagem, nesta viagem vou CB500 (carburada).
A saída no Rio Grande no Sul foi debaixo de muita chuva, com
os dias contados para a viagem não vai ser uma chuvinha que vai atrasar a
viagem já logo no primeiro dia.
Um pouco antes de entrar na Argentina, por São Borja, a chuva
vai embora, e o calor entra em cena.
Tirando a Aduana, o dia foi de poucas atrações, o negócio foi
enrolar o cabo e fazer o dia render, praticamente missão cumprida, 1000 km de
Erechim até o Paraná, região de Santa Fé na Argentina.